Cultivar Amizades (Coach Lourdes Manhani)

CULTIVAR AMIZADES

 

Amizades quando verdadeiras, fazem muito bem para a vida das pessoas, pois é a partir de relacionamentos saudáveis que nossa autoestima também se mantêm.

No entanto, cabe algumas reflexões sobre o que vem a ser amizade verdadeira. Analisem por um instante: quantas e quantas pessoas passaram por suas vidas desde do ensino infantil até os dias atuais? Hoje, você talvez esteja em idade jovem ou mais amadurecido, não importa. De qualquer forma, tente contar o número de pessoas que passaram por sua vida. Será que consegue um número exato? Acredito que seja um tanto difícil precisar, já que suponho deva ser um número considerável.

Agora analise de todas essas pessoas que passaram na sua vida, quantas você realmente podê ou não contar? Esse número não deve estar relacionado com momentos, como por exemplo: “conversas que não tinham muita importância”, risadas às vezes sem um motivo e por aí vai. Eu quero dizer momentos que você precisasse de um ombro amigo, momentos que mesmo sem você ter dinheiro essa pessoa ou pessoas estavam do seu lado.

Pela experiência que vivi e que outras pessoas relataram-me, talvez esse número seja o mesmo  número de dedos que tem nas mãos, e olhe lá se for todos os dedos!

Em alguns grupos que participo nas redes sociais as pessoas reclamam muito da falta de amigos, uns até argumentam que se sentem muito sozinhos e esta é uma das razões da baixa autoestima. Neste caso em particular, solicito que reflitam se o fato não possa estar envolvido ao isolamento frente as redes sociais? Claro que em alguns casos se dão por conta de timidez mas, na maioria acabam por esquecer-se de buscar relacionamentos mais próximos e se mergulharem no mundo virtual. Tenho consciência que não há mais como retrocedermos, só alerto para a questão de desaprendermos a ter relacionamentos reais.

Esta semana mesmo li alguns depoimentos nas redes sociais do tipo:

“Acho que vou desabilitar meu facebook, pois me viciei na internet e não estou conseguindo ter uma vida saudável”.

“É bacana o grupo na internet, mas não gostariam de termos a possibilidade de um encontro real?”

E não para por aí…. Pelo que consta em pesquisas recentes, as pessoas não deixaram de gostar de relacionamentos reais e pessoais, porém com a entrada das redes sociais elas tem ficado muito tempo “presa” a ambientes virtuais e assim dificultando outros tipos de relacionamentos.

Transcrevo a seguir a conclusão de um trabalho sobre o uso excessivo da internet: disponível em: http://twixar.me/cXP

“Assim como uma droga é melhor absorvida quando injetada diretamente na corrente sanguínea, o potencial da internet para o abuso vai crescer com a velocidade da conexão e com maior facilidade de acesso à internet. O vício vai, no final das contas, ser quebrado em várias categorias, como sexo e relacionamentos, consumismo, jogo e navegação compulsiva, descortinando uma vasta área para estudos de comportamento humano por parte de psicólogos e outros estudiosos das formas de relacionamento humano (GREENFIELD, 2000). Mas, para que o leitor não fique, após esta reflexão, com a falsa impressão de que os efeitos da internet sobre as pessoas são todos potencialmente nocivos, cabe ressaltar que este texto se concentro sobre o uso excessivo da nova tecnologia. Tanto o chat, como outras ferramentas de comunicação disponibilizadas pela internet, podem representar uma forma de inclusão social para aqueles que, antes do seu advento, tinham possibilidades de inclusão social muito restritas. Isso sem falar da possibilidade de pessoas ajustadas e equilibradas experimentarem forma alternativas de comunicação, interação social,e, por que não (?), de exercitarem suas fantasias.”

De fato já é comprovado não somente pela pesquisa apresentada, mas por outras, que o uso excessivo da internet pode ocasionar males a saúde mental. Há de se ter uma cautela ao se expor nas redes sociais, ficar preocupado se alguém curte ou não, achar que o número de 500 ou 5000 amigos é o que conta, enfim…. Afinal quem consegue de fato ter relacionamentos verdadeiros com um número desses? Como podemos chamar de amigos pessoas que se quer tivemos um contato pessoal?

Sendo assim, amigos virtuais ou não, talvez e somente talvez não seja o mais relevante, o que creio que deva ser levado em conta então seja a qualidade destes relacionamentos. Há respeito, cumplicidade e transparência? Ok se está feliz desta forma e sendo assim quem tem o direito de questionar não é mesmo?Cul

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